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Como Utilizar a Terapia Hiperbárica no Tratamento de Feridas?

Em algumas situações médicas, o processo de cicatrização é comprometido e as feridas não cicatrizam, trazendo riscos para o paciente. As lesões causadas por radiação ou em indivíduos diabéticos são dois bons exemplos.

Além disso, infecções graves, queimaduras, acidentes envolvendo o esmagamento de membros e intervenções cirúrgicas com enxertos de pele requerem medidas que estimulem a recuperação do tecido e uma cicatrização mais rápida.

A terapia hiperbárica no tratamento de feridas leva benefícios aos pacientes nas situações mencionadas, pois o processo de cicatrização requer oxigênio para ocorrer e a exposição das lesões em uma câmera hiperbárica acelera esse processo.

Entenda, a seguir, como a terapia hiperbárica é utilizada no tratamento de feridas e quais são as suas indicações.

Como funciona a terapia hiperbárica no tratamento de feridas?

A oxigenoterapia exige que o paciente permaneça em uma câmara hiperbárica por, pelo menos, 90 minutos. O interior do tubo tem uma pressão de 2 a 3 vezes maior do que um ambiente normal.

Essa condição faz com que os pulmões absorvam um volume maior de oxigênio que beneficia todo o organismo. Infecções são combatidas de forma mais eficiente e há a sintetização mais rápida de substâncias que aceleram a cura e a cicatrização de feridas.

O número de sessões dependerá da complexidade de cada caso. De acordo com a Mayo Clinic, localizada em diversos Estados americanos, no tratamento de feridas que não se cicatrizam, por exemplo, podem ser necessárias entre 20 e 40 exposições.

A terapia hiperbárica, a não ser quando é utilizada para tratar a embolia gasosa arterial, a doença descompressiva e o envenenamento por monóxido de carbono, é utilizada como parte de um plano mais completo que combina diversas terapias e medicamentos.

A oxigenoterapia faz com que o nível de concentração de oxigênio no plasma aumente e, consequentemente, os tecidos sejam melhores oxigenados. Isso explica porque a terapia hiperbárica acelera o processo de cicatrização no tratamento de feridas.

Além disso, a terapia hiperbárica no tratamento de feridas contribui para que haja uma diminuição do edema circundante e uma melhora da neovascularização do tecido isquêmico.

Outro benefício significativo da oxigenoterapia é a potencialização dos efeitos de determinados tipos de antibióticos como os aminoglicosídeos e as quinolonas. Além disso, essa intervenção terapêutica apresenta, comprovadamente, propriedades bactericidas e bacteriostáticas quando usada de forma mais intensa, isto é, com doses mais elevadas de oxigênio.

A eficácia da terapia hiperbárica nos casos de lesões em pacientes diabéticos acontece porque, nesses casos, há um comprometimento na vascularização. Na maior parte das vezes, trata-se de artérias pequenas, mas dependendo da gravidade do caso, pode haver o envolvimento de artérias maiores.

Com os efeitos da oxigenoterapia e do volume maior de oxigênio, o processo de cicatrização da área e o combate às infecções dos antibióticos, que têm os seus benefícios potencializados, criam as condições necessárias para que as feridas sejam cicatrizadas.

Além das condições mencionadas, diversos estudos estão sendo realizados para comprovar a eficácia da terapia hiperbárica no tratamento de doenças como artrite, fibromialgia, paralisia cerebral, insolação, esclerose múltipla, lesões da medula espinhal e esportiva entre outras.

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