Hospita Risoletta Neves, gerenciado pela UFMG terá o primeiro estudo brasileiro de Oxigeno Terapia Hiperbárica

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A Pesquisa coordenada pelo Prof. Dr. Túlio Navarro, Coordenador do serviço de Cirurgia Vascular da UFMG, tem o objetivo de verificar a eficácia da OHB como opção terapêutica em pacientes graves internados com dispnéia e/ou hipóxia, adiando ou reduzindo a necessidade de intubação. O tratamento será feito com o uso de uma câmara hiperbárica concedida pela Indústria Oxy Câmaras Hiperbáricas, que melhora a oxigenação e diminui as infecções no organismo.

Para essa pesquisa, o uso será em 48 pacientes, que preencham os critérios de inclusão descritos abaixo:

– pacientes internados em enfermaria Covid sem indicação para intubação;

– teste PCR positivo ou tomografia de tórax e análise clínica sugestiva para a doença;

– saturação de oxigênio abaixo de 93% em ar ambiente;

– frequência respiratória maior ou igual a 24 resp/min;

– termo de consentimento assinado (pelo paciente ou familiar). 

Os 48 pacientes serão divididos em dois grupos:

  • o 1º grupo receberá oxigênio hiperbárico associado ao tratamento padrão;
  • o 2º grupo receberá oxigênio normobárico conforme prescrição de tratamento padrão.

Cada usuário participará de três a cinco sessões por semana (uma por dia, sem interrupção). Cada atendimento deve durar cerca de 90 minutos, conduzido por um técnico de Enfermagem capacitado em OHB. Todo o deslocamento deverá seguir as rotas Covid definidas institucionalmente.

2ª fase: 24 pacientes da unidade vascular

O estudo se encerra após o tratamento desses pacientes e a câmara permanecerá no Hospital para beneficiar mais usuários.

O primeiro paciente da pesquisa iniciará o tratamento no dia 24/05. A câmara hiperbárica da Oxy é de aço e acrílico incolor e sua abertura é vedada após a entrada do paciente, possuindo televisão para entretenimento durante a sessão e telefone para comunicação com a equipe externa. Dentro do equipamento o oxigênio inalado tem 100% de pureza e a câmara eleva a pressão atmosférica ao dobro da pressão ambiente.

Estudos anteriores

O uso da oxigenoterapia como opção terapêutica contra a Covid-19 é objeto de estudos, desde 2020, nos Estados Unidos, Suécia e França, tendo evidenciado um efeito benéfico e nenhum dano aos pacientes, já que ela acelera o processo de recuperação através do aumento da concentração de oxigênio que se dissolve no plasma, potencializando o processo de cicatrização e controle de infecções.

Projetos de pesquisas aprovados pelo COEP/UFMG

A pesquisa da OHB em pacientes Covid tem duração prevista de cinco meses e, após esse período, o equipamento será doado pela Oxy Câmaras Hiperbáricas para o Hospital Risoleta Neves utilizar nos pacientes com feridas atendidos pela equipe multidisciplinar da Cirurgia Vascular, visando à recuperação tecidual, proteção contra infecções e salvamento de membros, como terapia adjuvante.

Próximas pesquisas:

– OHB em pé diabético;

– OHB em feridas complexas;

– OHB em osteomielites.

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