Qual é a Relação das Câmaras Hiperbáricas com as Queimaduras?

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Uma imagem contendo pessoa, menino, mulher, jovem. Para artigo sobre queimaduras e câmaras hiperbáricas.

A câmara hiperbárica é um equipamento utilizado como opção terapêutica para diversas patologias, dentre estas, feridas agudas e crônicas, e tem como base oxigênio e pressão, a terapia é chamada de Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB). Dentre as diversas indicações da OHB, umas das indicações clássicas são as queimaduras.

Neste texto, esperamos explicar um pouco sobre a relação entre queimaduras e câmara hiperbárica.

Entendendo a oxigenoterapia hiperbárica.

A Oxigenoterapia Hiperbárica é uma modalidade terapêutica que utiliza de propriedades físicas e químicas do oxigênio sob pressão para melhorar a capacidade fisiológica do corpo de cicatrizar lesões, e para alcançar este resultado é preciso utilizar de câmaras hiperbáricas. Por se tratar de equipamentos que aumentam consideravelmente a pressão atmosférica, atingindo pressões até  3x maior que a pressão atmosférica á nível do mar, conseguimos atingir níveis muito superiores ao nível de oxigenação fisiológica.

Essa é uma ótima forma de tratar ferimentos, sobretudo queimados, pois todos os mecanismos de cicatrização dependem de oxigênio para acontecerem adequadamente, e em algumas situações a quantidade de oxigênio que inspiramos em ar ambiente (20%) não supre a necessidade fisiológica que feridas como queimaduras entre outras, precisam para evoluir para uma cicatrização saudável.

Quando o paciente entra na câmara e, ao inspirar o oxigênio submetido a pressão habitualmente entre 2 a 3 ata, este alcança rapidamente a corrente sanguínea que percorre todo o corpo, inclusive em lugares que tenham algum tipo de injuria tecidual, inflamatória ou infecciosa e aumentando a perfusão tissular supre a necessidade de oxigenação dos tecidos lesionados.

Como a câmara hiperbárica ajuda no tratamento de queimaduras

As lesões causadas por traumas térmicos geralmente apresentam baixa tensão de oxigênio tecidual quando em comparação a outras partes não lesionadas. Isso dificulta a capacidade de reconstrução tecidual.

O retardo na cicatrização de uma queimadura pode causar deformidades como retrações em áreas de dobra ou cicatrizes hipertróficas e comprometer a amplitude dos movimentos.

Mas a relação da câmara hiperbárica com as queimaduras é muito positiva, já que aumenta a tensão de oxigênio tecidual que por sua vez, melhora a condição cicatricial podendo evitar complicações como essas.

Veja por que esse aumento ajuda a tratar de queimaduras:

• Aumenta vascularização;

• Auxilia no retorno venoso e melhora edema intersticial;

• Melhora metabolismo local e sistêmico;

• Aumenta o débito cardíaco, ou seja, o volume total de sangue bombeado para o coração;

• Ajuda na cicatrização da pele e partes moles;

• Auxilia no controle infeccioso;

• Supre hipóxia tecidual entre outros.

Em quais tipos de queimadura a Oxigenoterapia Hiperbárica deve ser indicada?

A Oxigenoterapia Hiperbárica deve ser indicada em qualquer tipo de queimaduras como:

• Queimaduras de 2° grau superficiais ou profundas: caracterizadas por dores intensas e deterioração da epiderme e da derme. A lesão geralmente apresenta bolhas e desprendimento total ou parcial da pele lesionada, por isso a regeneração dos tecidos apresenta maiores dificuldades e podem complicar se não cicatrizar logo;

• Queimaduras de 3° grau: nesse tipo de queimadura, todas as camadas da pele são destruídas, danificando inclusive terminações nervosas. Por isso, geralmente, a lesão neste grau torna-se sinestésica, ou seja, em muitos casos a lesão não dói como uma lesão mais superficial, apesar de a lesão ter sido mais grave com potencial de agravo eminente.

• Queimaduras por carbonização são lesões irreversíveis e a destruição tecidual é drástica, mas a área lesada e a pele adjacente estará em sofrimento, e necessitará de auxilio para reparação e contenção de fatores inflamatórios e muitas vezes infecciosos.

Os tipos de queimadura podem ser:

– Térmica (Ocasionada por calor excessiva, Ex: líquidos quentes, fogo, vapores muito quentes, explosões etc.)

– Elétrica (Gerada por descarga elétrica de alta voltagem)

– Química (Ocasionada pelo contato de uma substância química geralmente corrosiva com a pele, EX: ácido sulfúrico, ácido clorídrico, soda cáustica etc.)

– Dermoabrasiva (Provocada por abrasão dos tecidos corporais em superfície abrasiva, Ex: queda de moto ou bicicleta com ralado extenso ou não em asfalto, acidentes com equipamentos elétricos para lixar madeira ou metais que por abrasão removam a superfície de qualquer área corporal etc.)

Quando e com que frequência o tratamento deve ser feito?

Quando uma pessoa sofre uma queimadura de 2° grau ou mais, deve iniciar o tratamento com a câmara hiperbárica o mais rápido possível, ainda nas primeiras horas após o trauma. Isso faz

com que a lesão não evoluía negativamente, estabilizando os fatores inflamatórios, e logo evidencie efeitos benéficos como redução do edema, melhora da dor e consequentemente cicatrize mais rapidamente.

Em fases agudas, algumas práticas clínicas descrevem o uso de até 3 sessões ao dia com duração média de 2 horas, entretanto no Brasil ainda de maneira conservadora, realiza-se 1 sessão diária com ótimos resultados.

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