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Blog · 04 de agosto de 2026

Julho Amarelo: por que falar sobre prevenção também é cuidar de você

Equipe Oxy

Existem doenças que avisam e doenças que se instalam sem fazer barulho. As hepatites virais pertencem ao segundo grupo, e é justamente por isso que o Brasil dedica um mês inteiro do calendário a elas. O Julho Amarelo é a campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, instituída pela Lei nº 13.802/2019, e tem como ponto alto o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho.

Fita amarela sobre fundo claro representando a campanha Julho Amarelo de conscientização sobre as hepatites virais

Por que a data é 28 de julho

A escolha do dia é uma homenagem científica. O cientista Baruch Blumberg nasceu em 28 de julho e descobriu o vírus da hepatite B em 1967. Dois anos depois, desenvolveu tanto um teste de diagnóstico quanto a primeira vacina contra a doença, trabalho que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1976.

A data foi oficialmente instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2010 e, desde então, é marcada em todo o mundo. Trata-se de um bom exemplo de como a pesquisa básica se converte, em poucas décadas, em ferramentas concretas de prevenção disponíveis na atenção primária.

O que são as hepatites virais

Hepatite, por definição, é qualquer inflamação do fígado. Quando a causa é viral, ela pode ser provocada por diferentes agentes: os vírus das hepatites A, B, C, D e E. Cada um tem características próprias de transmissão, evolução e tratamento.

No Brasil, as hepatites A, B e C são as mais comuns:

  • A hepatite A tem transmissão predominantemente fecal-oral, geralmente associada a condições de saneamento básico e de higiene dos alimentos e da água.

  • As hepatites B e C são transmitidas principalmente por contato com sangue contaminado ou por relação sexual desprotegida.

Essa diferença importa na prática, porque orienta tanto as medidas de prevenção quanto a decisão médica sobre quem deve ser testado e com que frequência.

O grande desafio: uma doença que evolui em silêncio

O aspecto mais preocupante das hepatites B e C é a capacidade de progredir sem sinais evidentes. Muitas pessoas convivem com a infecção por anos sem sintomas, até que a doença já tenha avançado para estágios mais graves, como cirrose hepática ou câncer de fígado.

Esse curso silencioso explica por que a campanha se repete a cada ano. O objetivo não é apenas informar, mas sustentar no tempo uma mensagem simples: a testagem regular, especialmente entre grupos de maior risco, é o que permite o diagnóstico precoce. E o diagnóstico precoce é o que abre espaço para intervir antes que o fígado acumule dano irreversível.

O que o Brasil já oferece

Um ponto pouco divulgado é que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece testagem e tratamento para as hepatites B e C em unidades de saúde de todo o país, sem cobrança ao paciente. A vacina contra a hepatite B integra o calendário nacional de vacinação, com recomendação para recém-nascidos, idealmente nas primeiras 12 horas de vida, além de crianças, adolescentes e populações mais vulneráveis à infecção.

Para a hepatite C ainda não existe vacina disponível. Em compensação, segundo o Ministério da Saúde, o tratamento atualmente ofertado tem alto potencial de cura quando a doença é diagnosticada e tratada de forma adequada. Ou seja, o obstáculo principal hoje não é a falta de recurso terapêutico, mas o fato de milhares de pessoas não saberem que estão infectadas.

Onde a oxigenoterapia hiperbárica entra nessa conversa, e onde não entra

Vale uma delimitação honesta: a oxigenoterapia hiperbárica não é tratamento para hepatites virais. O manejo dessas infecções envolve vacinação, medicamentos antivirais específicos e acompanhamento hepatológico, conforme a conduta definida pelo médico assistente.

O que a medicina hiperbárica compartilha com o Julho Amarelo é a lógica de fundo: intervenção baseada em indicação clínica correta e no momento certo. Na oxigenoterapia hiperbárica, o paciente respira oxigênio a 100% em ambiente pressurizado, conforme o protocolo definido pelo médico, e a terapia atua sempre como adjuvante em indicações reconhecidas. Entre elas estão infecções ósseas de difícil resolução, tema que detalhamos no conteúdo sobre osteomielite: causas, sintomas e tratamento, e o apoio à recuperação de lesões complexas, como no caso amplamente noticiado do ator Jeremy Renner após um acidente grave.

Essa atuação adjuvante já foi testada em estudos controlados. Um estudo prospectivo e randomizado publicado na revista HIP International avaliou 41 pacientes com síndrome de edema ósseo transitório do quadril e observou pontuação média WOMAC (escala que mede dor e função articular) de 70,8 pontos aos três meses no grupo que recebeu oxigenoterapia hiperbárica, contra 56,4 pontos no grupo tratado apenas com terapia farmacológica. A ressonância magnética mostrou resolução do edema ósseo em 55,0% dos pacientes do grupo hiperbárico e em 28% do grupo controle. É um recorte clínico específico, e não uma extrapolação para doenças do fígado, mas ilustra o critério que sustenta a indicação médica de qualquer terapia.

Prevenção como rotina, não como efeméride

O Julho Amarelo funciona melhor quando deixa de ser um evento pontual e se torna hábito. Isso significa manter a carteira de vacinação em dia, conversar sem tabu sobre formas de transmissão, incluindo as sexuais, e pedir ao médico a testagem quando houver fator de risco.

Esse conjunto de atitudes cotidianas é o que aproxima o país da meta da Organização Mundial da Saúde de eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.

Conclusão

Falar de hepatites virais em julho é uma forma de tornar visível algo que costuma passar despercebido dentro do corpo por anos. Existe vacina para a hepatite B, existe tratamento com alto potencial de cura para a hepatite C e existe uma rede pública que oferece testagem e acompanhamento. O elo que falta, muitas vezes, é a decisão individual de procurar um serviço de saúde e fazer o exame. Como fabricante brasileira de câmaras hiperbáricas monoplace, a Oxy acompanha de perto o valor do cuidado indicado no tempo certo, e o Julho Amarelo é um bom lembrete de que prevenção é um compromisso de doze meses.

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Referências Científicas

• Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). É hora de agir: 28/7, Dia Mundial da Hepatite. https://bvsms.saude.gov.br/e-hora-de-agir-28-7-dia-mundial-da-hepatite/

• Hyperbaric oxygen therapy for transient bone marrow oedema syndrome of the hip. HIP International (ano não informado na fonte consultada). PMID 21462153. Disponível em: pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21462153

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica; a indicação da oxigenoterapia hiperbárica é ato médico.

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