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Blog · 30 de março de 2026

Oxigenoterapia hiperbárica no tratamento do pé diabético: como ela auxilia na recuperação

Equipe Oxy

A oxigenoterapia hiperbárica no tratamento do pé diabético tem se destacado como uma importante estratégia adjuvante no tratamento de feridas crônicas, especialmente em casos onde a cicatrização está comprometida.

O pé diabético é uma das complicações mais comuns do diabetes mellitus e representa um dos principais desafios clínicos na medicina moderna, devido ao risco elevado de infecção, dificuldade de cicatrização e possibilidade de amputação.

Oxigenoterapia hiperbárica no tratamento do pé diabético

O que é o pé diabético e por que ele é tão complexo?

O pé diabético surge, principalmente, a partir da combinação de três fatores:

  • neuropatia periférica

  • comprometimento vascular

  • infecções recorrentes

Esses fatores dificultam a percepção de lesões, reduzem o fluxo sanguíneo e comprometem a capacidade do organismo de reparar os tecidos.

Estima-se que uma parcela significativa dos pacientes com diabetes desenvolva úlceras nos pés, sendo essas lesões uma das principais causas de hospitalização e amputações não traumáticas.

Oxigenoterapia hiperbárica no tratamento do pé diabético: como atua?

A oxigenoterapia hiperbárica consiste na administração de oxigênio puro em um ambiente pressurizado, permitindo que o oxigênio seja dissolvido em maior quantidade no plasma sanguíneo.

Esse aumento na disponibilidade de oxigênio promove efeitos importantes no organismo, como:

  • melhora da oxigenação tecidual

  • estímulo à formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese)

  • aumento da produção de colágeno

  • potencialização da resposta imunológica

  • combate a infecções

Esses fatores são importantes no tratamento de feridas complexas, contexto em que a OHB atua como terapia adjuvante ao cuidado padrão, especialmente em pacientes com diabetes, onde a cicatrização costuma ser mais lenta.

Oxigenoterapia hiperbárica no pé diabético e cicatrização

A oxigenoterapia hiperbárica no pé diabético atua diretamente na reversão de um dos principais problemas dessas lesões: a hipóxia tecidual.

A baixa oxigenação impede que o organismo consiga:

  • produzir energia celular suficiente

  • formar novos tecidos

  • combater infecções de forma eficiente

Ao aumentar significativamente a oferta de oxigênio, a terapia cria um ambiente mais favorável para a regeneração dos tecidos.

Estudos mostram que a oxigenoterapia hiperbárica pode:

  • aumentar a taxa de cicatrização

  • reduzir o tamanho das lesões

  • diminuir a necessidade de intervenções mais invasivas

Além disso, evidências indicam que a terapia pode contribuir para a redução do risco de amputações em pacientes com úlceras diabéticas.

Evidência científica

Um estudo preliminar disponível no PubMed avaliou os efeitos da oxigenoterapia hiperbárica sobre marcadores de estresse oxidativo e inflamação em pacientes com pé diabético. Por se tratar de um estudo pequeno e exploratório, seus achados se referem a mecanismos biológicos e não medem diretamente desfechos clínicos como a cicatrização das lesões ou a redução de amputações.

➡ Acesse o estudo completo:https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39687107/

De forma geral, a literatura científica aponta que a terapia hiperbárica, quando utilizada como complemento ao tratamento convencional, pode melhorar significativamente os desfechos clínicos em pacientes com úlceras diabéticas.

Algumas meta-análises sugerem aumento nas taxas de cicatrização no pé diabético, embora a qualidade da evidência seja variável e o benefício de longo prazo permaneça incerto — por isso a OHB deve ser entendida como terapia adjuvante ao tratamento padrão.

Quando a oxigenoterapia hiperbárica pode ser indicada

A terapia hiperbárica pode ser considerada em casos como:

  • feridas crônicas que não evoluem

  • úlceras profundas ou infectadas

  • risco elevado de amputação

  • complicações associadas ao diabetes

  • falha no tratamento convencional

É importante que a indicação seja feita com base em avaliação clínica especializada e integrada a um protocolo de tratamento multidisciplinar.

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