Indicações do médico ortopedista para o tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica

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A Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) tem ganhado cada vez mais espaço como terapia adjuvante na prática ortopédica, especialmente em casos complexos que envolvem dificuldades de cicatrização, infecções, inflamação persistente e comprometimento da vascularização óssea. As indicações do médico ortopedista para o tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica estão fundamentadas em evidências científicas e protocolos clínicos que demonstram benefícios relevantes na recuperação funcional e na qualidade de vida dos pacientes.

Indicações do médico ortopedista para o tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica

O Dia do Médico Ortopedista, celebrado em 19 de setembro, reforça a importância desse especialista no cuidado da saúde musculoesquelética. Além dos tratamentos cirúrgicos e conservadores tradicionais, o ortopedista moderno conta com terapias complementares como a OHB, que potencializam os resultados clínicos quando bem indicadas e corretamente supervisionadas.

O que é a Oxigenoterapia Hiperbárica

A Oxigenoterapia Hiperbárica é um tratamento médico no qual o paciente respira oxigênio 100 por cento puro dentro de uma câmara hiperbárica pressurizada. Nesse ambiente, a pressão atmosférica é elevada a níveis superiores aos encontrados ao nível do mar, geralmente entre 2,0 e 2,5 atmosferas absolutas.

Esse aumento de pressão permite que grandes quantidades de oxigênio sejam dissolvidas diretamente no plasma sanguíneo, alcançando tecidos com baixa perfusão, como ossos, músculos e áreas lesionadas. Esse mecanismo fisiológico é essencial para explicar os efeitos terapêuticos observados na ortopedia.

Cicatrização de feridas complexas

Uma das principais indicações do médico ortopedista para a Oxigenoterapia Hiperbárica está relacionada à cicatrização de feridas de difícil resolução. Úlceras crônicas, feridas pós-operatórias e lesões associadas ao pé diabético frequentemente apresentam hipóxia tecidual, fator que compromete a regeneração.

A OHB estimula a angiogênese, aumenta a produção de colágeno e favorece a proliferação celular. Estudos clínicos demonstram melhora significativa na taxa de cicatrização quando a terapia é associada ao tratamento convencional, reduzindo o risco de infecções e amputações.

Tratamento de infecções pós-operatórias

Infecções após cirurgias ortopédicas representam um grande desafio clínico. Osteomielite, infecções de próteses e complicações infecciosas em fraturas expostas podem comprometer seriamente o prognóstico do paciente.

A Oxigenoterapia Hiperbárica atua como tratamento adjuvante ao potencializar a ação dos antibióticos, estimular a resposta imunológica e criar um ambiente desfavorável para microrganismos anaeróbicos. Dessa forma, a OHB auxilia no controle da infecção e na preservação das estruturas ósseas e articulares.

Redução de edema e inflamação musculoesquelética

O edema e a inflamação persistente são comuns em diversas condições ortopédicas, como traumas, lesões musculares, entorses e pós-operatórios complexos. A OHB contribui para a redução do edema intersticial, melhora o retorno venoso e modula a resposta inflamatória.

Esses efeitos resultam em diminuição da dor, ganho de mobilidade e aceleração do processo de reabilitação, permitindo que o paciente retome suas atividades com maior segurança e conforto.

Tratamento de doenças ósseas isquêmicas

Doenças ósseas isquêmicas, como a necrose avascular, representam uma indicação importante para a Oxigenoterapia Hiperbárica na ortopedia. A falta de suprimento sanguíneo adequado compromete a viabilidade do tecido ósseo, levando à dor, perda funcional e, em muitos casos, necessidade de intervenção cirúrgica.

A OHB melhora a oxigenação local, estimula a formação de novos vasos sanguíneos e auxilia na preservação da estrutura óssea, podendo retardar a progressão da doença e melhorar a função articular, especialmente quando indicada em estágios iniciais.

Outras indicações ortopédicas da OHB

Além das indicações principais, a Oxigenoterapia Hiperbárica pode ser considerada pelo médico ortopedista em outros cenários clínicos, como:

Infecções ósseas crônicas, incluindo osteomielite refratária
Fraturas com atraso de consolidação ou pseudoartrose
Lesões de tecidos moles, como tendinites, bursites e lesões musculares extensas
Doenças articulares inflamatórias, como artrite reumatoide e artrose, como terapia complementar

Em todos esses casos, a OHB atua favorecendo a regeneração tecidual, reduzindo inflamação e melhorando a oxigenação dos tecidos comprometidos.

Conclusão

As indicações do médico ortopedista para o tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica refletem a evolução da medicina baseada em evidências e a busca por abordagens terapêuticas mais eficazes e integradas. A OHB não substitui os tratamentos ortopédicos convencionais, mas os potencializa, oferecendo melhores condições fisiológicas para a recuperação do paciente.

Ao avaliar criteriosamente cada caso e indicar a terapia de forma adequada, o médico ortopedista amplia suas possibilidades de tratamento, reduz complicações e contribui diretamente para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.