O mercado brasileiro de medicina hiperbárica está em franca expansão, e ainda muito aquém do seu potencial. Enquanto os Estados Unidos contam com mais de 800 centros de oxigenoterapia hiperbárica, o Brasil possui cerca de 200 unidades para uma população comparável. Especialistas do setor estimam que o país comportaria, sem saturação, mais de 500 centros operando em sua capacidade.

Para médicos e gestores que enxergam nesse cenário uma oportunidade, a pergunta central é: como estruturar um centro de oxigenoterapia hiperbárica?
Este guia apresenta os principais pilares que orientam essa decisão.
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Por Que Implementar OHB na Sua Instituição?
Antes de estruturar o serviço, é essencial entender o que motiva essa decisão do ponto de vista clínico e de negócio:
Demanda clínica crescente: feridas crônicas, pé diabético, complicações de radioterapia, osteomielite e infecções de sítio cirúrgico são condições prevalentes e de difícil manejo, exatamente o perfil de pacientes que a OHB atende com eficácia comprovada.
Cobertura por planos de saúde: desde 2010, a ANS (RN nº 211/2010) inclui a OHB no Rol de Procedimentos de cobertura obrigatória para diversas indicações, o que garante previsibilidade de receita.
Diferenciação competitiva: clínicas e hospitais que oferecem OHB se diferenciam no mercado, atraindo pacientes de especialidades como cirurgia vascular, ortopedia, cirurgia plástica, dermatologia e oncologia.
Retorno financeiro: o tratamento com OHB pode reduzir o tempo de internação, evitar complicações cirúrgicas e diminuir custos globais de tratamento, gerando valor tanto para a instituição quanto para o sistema de saúde como um todo.
Espaço Físico e Infraestrutura
A RDC/ANVISA nº 50/2002 estabelece os requisitos físicos para planejamento de estabelecimentos assistenciais de saúde, incluindo serviços de medicina hiperbárica. Os pontos essenciais a contemplar no projeto são:
- Espaço com ventilação adequada para câmara e sistemas de oxigênio
- Acesso ao fornecimento de oxigênio medicinal (manifold ou central de gases)
- Alimentação elétrica compatível com as especificações do equipamento
- Área de recepção, espera e vestiário para pacientes
- Sala de avaliação clínica prévia
- Aprovação do projeto técnico junto à vigilância sanitária local
A instalação de câmaras monoplace é geralmente menos complexa em termos de obra civil. O consumo médio de oxigênio por sessão de 90 minutos é de 6 a 8 m³, dado relevante para o dimensionamento da central de gases e cálculo dos custos operacionais.
Equipe e Habilitação Profissional
A operação de câmaras hiperbáricas, conforme regulamentação vigente, exige:
Médico responsável: deve ter formação em medicina hiperbárica. A SBMH (Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica) oferece cursos de extensão e pós-graduação reconhecidos para médicos que atuam na especialidade.
Operação da câmara: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem são considerados habilitados para operar o equipamento, sem necessidade de formação específica adicional para a operação em si, conforme orientação da Oxy.
Equipe de apoio: recepcionista, auxiliar administrativo e, dependendo do volume de atendimentos, técnico de manutenção.
O treinamento contínuo da equipe é essencial para garantir a segurança das sessões e a qualidade do atendimento ao paciente.
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Regularização e Licenciamento
O processo de licenciamento de um centro de OHB envolve diferentes esferas regulatórias. Os principais passos são:
- Registro da pessoa jurídica e CNAE de saúde compatível
- Licença da Vigilância Sanitária municipal e/ou estadual, com aprovação do projeto físico conforme RDC nº 50/2002
- Verificação do Registro do equipamento na ANVISA – obrigatório para câmaras Classe III
- Credenciamento junto às operadoras de saúde, para garantir reembolso pelos procedimentos cobertos pela ANS
- Adesão à SBMH, que classifica e atesta a qualidade dos centros hiperbáricos no Brasil
Análise Financeira: O Investimento Vale a Pena?
A análise de viabilidade financeira de um centro de OHB deve considerar:
Custos de implantação: aquisição da câmara, adequação do espaço físico, central de gases, licenciamento e treinamento inicial.
Custos operacionais recorrentes: oxigênio medicinal (6–8 m³/sessão), manutenção preventiva e corretiva, equipe e custos administrativos.
Receita projetada: com 4 a 8 sessões diárias (câmara monoplace) e tabelas de reembolso dos planos de saúde, o retorno sobre o investimento é viável no médio prazo para centros com ocupação consistente.
José Branco, Presidente da Sociedade Médica de Oxigenoterapia Hiperbárica do Brasil, afirma que a OHB representa uma oportunidade viável e atraente para instituições de saúde que buscam inovação – especialmente pela capacidade de reduzir tempo de internação e tratar condições complexas que evitam complicações e custos adicionais com tratamentos prolongados.
Do ponto de vista estratégico, centros que oferecem OHB também atraem pacientes de especialidades que não teriam acesso fácil a essa terapia em suas cidades – incluindo atletas profissionais e pacientes oncológicos encaminhados por referência.
Escolhendo o Fabricante Certo
A escolha do fabricante ou fornecedor da câmara é decisiva para o sucesso do centro. Critérios essenciais a avaliar:
- Registro do produto na ANVISA e certificação ASME PVHO
- Suporte técnico local e assistência pós-venda
- Treinamento para a equipe operacional
- Disponibilidade de peças de reposição no Brasil
- Referências de clínicas e hospitais já atendidos
Conclusão
Estruturar um centro de oxigenoterapia hiperbárica é um projeto que demanda planejamento cuidadoso — mas que oferece retorno clínico e financeiro concreto. Com regulamentação definida, cobertura por planos de saúde, demanda reprimida por serviços especializados e um mercado com amplo espaço para crescimento, a OHB representa uma das oportunidades mais sólidas para médicos e gestores que desejam expandir sua atuação em saúde de alta complexidade.
A Oxy Câmaras acompanha cada etapa desse processo – desde a escolha do equipamento até o suporte técnico pós-implantação – com câmaras certificadas pela ANVISA e INMETRO e suporte especializado para garantir o sucesso do seu projeto.
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Referências e Regulamentações
• Resolução CFM nº 1.457/95 — Conselho Federal de Medicina.
• ANVISA — RDC nº 185/2001 (registro de dispositivos médicos Classe III) e RDC nº 50/2002 (projetos físicos de estabelecimentos de saúde).
• ANS — Resolução Normativa nº 211/2010 e atualizações.
• SBMH — Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Protocolos e critérios de classificação.
• Branco, J. Oxigenoterapia Hiperbárica: vale a pena o investimento? Medicina S/A, 2024.
• Grupo O2 Hiperbárica. O mercado de medicina hiperbárica no Brasil, 2022.
• Oxy Câmaras Hiperbáricas. FAQ para Clínicas. Disponível em: oxycamaras.com.br